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Alianças

Verdadeira Sabedoria | Aula 7 de 9

“Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação” (I Coríntios 1:21).


O BEM E O MAL

O Deus Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra, nos formou à Sua imagem e semelhança. Concedeu-nos inteligência e capacidade de tomar decisões, para que pudéssemos adorá-Lo e glorificá-Lo. Esse Deus é onipresente, onisciente, onipotente, único, infinito e imutável, plenamente Santo, Justo e Amoroso. Portanto, não coabita com o pecado, que representa a negação e a oposição de tudo o que é bom. (Gênesis 1:27; Isaías 59:1-2; I João 1:5-6)


O pecado produz impureza, que se opõe à santidade; injustiça, que se opõe à justiça; e ódio, que se opõe ao amor. Ele desencadeia uma série de comportamentos e atitudes negativas — como imoralidade, idolatria, feitiçaria, discórdias, ciúmes, ira, egoísmo, brigas, inveja, embriaguez, vícios, orgias, mentiras e outras semelhantes — que, em última instância, conduzem à morte. (Isaías 64:6; Gálatas 5:19-21; Romanos 6:23)


O homem se separou de Deus porque cedeu ao pecado, e a maior prova disso está nas inclinações naturais do coração, que tende a desejar o que é mau. O mal passou a fazer parte da nossa natureza, de modo que fazer o bem exige esforço, enquanto pensar e praticar o mal tornou-se natural. (Salmos 51:5; Romanos 5:12, 7:19)


A ETERNIDADE DA ALMA

Deus é Espírito e Vida, e tudo o que podemos compreender sobre Ele está revelado na Bíblia. Na sua divindade há uma unidade de três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Estes três são Um Verdadeiro Deus Eterno, iguais em substância, em poder e em glória. (João 4:24; II Coríntios 13:13; I João 5:7)


Ele nos formou do pó da terra, e nos deu vida por meio do seu Espírito. Nosso ser é composto de corpo, alma e espírito. O corpo é a parte visível e material do nosso ser, a alma representa a nossa consciência, onde estão as emoções e desejos, e o espírito é o nosso íntimo, o ponto de comunhão com Deus. (Gênesis 2:7; I Tessalonicenses 5:23)


A consequência mais visível do pecado é a morte do corpo físico, mas primordialmente o pecado matou o nosso espírito, e corrompeu a nossa alma. A morte do corpo é vista como se deixássemos de existir, mas o ponto alto da sabedoria é a certeza de que, nunca deixaremos de existir! Fomos criados por um Deus eterno, portanto, pertencemos ao plano eterno. (Lucas 16:22-23; Romanos 6:23)


A VIDA E A MORTE

A morte do espírito é a separação de Deus, e essa ruptura corrompe a alma, levando a pessoa a ser dominada por maus pensamentos e a se entregar aos desejos pecaminosos, de modo que o corpo pratique o que é mau. Já a vida do espírito se dá a partir do novo nascimento em Cristo, por meio da fé, que nos une novamente a Deus e nos coloca no caminho da retidão, para praticarmos o bem sermos santificados. (Efésios 2:1-3)


A santificação é um processo, que se inicia na conversão e termina na morte do corpo. Por meio da santificação o Espírito Santo nos purifica e nos conforma à imagem e semelhança de Cristo. Durante esse processo não ficamos isentos de tentações, mas somos capacitados a lutar contra o pecado. (II Coríntios 3:18)


OS DOIS SENHORES E A ORAÇÃO

Não existe luta entre Deus e o diabo, como muitos pensam. Deus é o Senhor Todo-Poderoso, Soberano e três vezes Santo, que em Cristo Jesus venceu o inferno e a morte definitivamente. Já Satanás, o diabo, a antiga serpente que enganou Adão e Eva, também é espírito, contudo, continua enganando as pessoas, por meio das inclinações pecaminosas do próprio coração humano. (I Coríntios 15:55-57; João 16:33; Tiago 1:13-14)


Todos os que estão espiritualmente vivos têm Cristo como Senhor de suas vidas — a quem obedecem e servem — e, com Ele, entram na guerra contra o pecado, não confiando em suas forças, mas Nele, o Capitão que já venceu a batalha. Já os que estão espiritualmente mortos têm Satanás como senhor, a quem obedecem e servem, praticando o mal. (João 8:34; Romanos 6:16-18)


A arma do cristão é a oração. Os discípulos não pediram que Jesus os ensinasse a curar, a pregar ou a expulsar demônios, mas pediram que Ele os ensinasse a orar. A oração é a respiração da alma, o que a mantém viva e a conduz à presença de Deus. A oração nos mantém em submissão à Palavra de Deus e alinha a nossa vontade com a vontade divina. Ela nos capacita a obedecer e nos prepara para aceitar, com fé e humildade, tanto o “sim” quanto o “não” de Deus. (Mateus 26:41; Lucas 11:1-11; I Tessalonicenses 5:17; Efésios 6:18; Filipenses 4:6; Tiago 4)


NOSSO DESTINO ETERNO

Se Deus é eterno, e o nosso espírito também é eterno, então o céu e o inferno são eternos. A vida eterna será concedida a todos os que terminarem esta vida com Cristo, enquanto o castigo eterno será o destino de todos os que partirem sem Cristo. A morte é a vitória do cristão santificado e a condenação do pecador obstinado. (Mateus 25:31-33; Romanos 6:5-8; Gálatas 2:20; Colossenses 3:3-4; II Timóteo 2:11)


Há um dia determinado para a volta de Cristo, que virá como Juiz, para salvar e para condenar. Os salvos que morreram serão ressuscitados, e os que estiverem vivos serão transformados, para viver eternamente no céu. Os pecadores que morreram em seus pecados também serão ressuscitados, mas para serem condenados eternamente no lago de fogo ardente, um lugar de tormento sem fim. Assim, tanto pobres quanto ricos, indoutos e intelectuais; todos teremos apenas dois destinos possíveis: céu ou inferno. (Atos 17:30-31; Hebreus 9:27)


A MISERICÓRDIA E A PACÊNCIA DE DEUS

Deus tomou a forma de homem em Jesus Cristo, encarnando entre nós, para fazer por nós o que nenhum de nós poderíamos fazer. Ele assumiu a nossa culpa e nos reconciliou com o Pai, para ressuscitar e dar vida eterna ao nosso espírito. Essa é a maior prova do amor e da misericórdia de Deus. (Isaías 53; Filipenses 2:5–8)


Embora Deus não compactue com o pecado, Ele é longânimo e paciente. Sua paciência se manifesta claramente na vida dos pecadores, pois o Senhor lhes concede tempo para que se arrependam de seus pecados. Todavia, essa paciência tem um limite: ela cessa com a morte, quando já não há mais oportunidade de arrependimento. (Gênesis 6:3; Naum 1:2-3; Romanos 2:4-5; II Pedro 3:9)


POR QUE DEUS NOS DEU UM LIVRO?

Mesmo tendo, por instinto natural, a noção do que é certo e errado, não podemos esquecer que o pecado corrompeu a nossa alma, tornando o nosso coração enganoso. Portanto, jamais podemos confiar em nossos sentimentos ou intuições para definir o que é certo e errado, ou para decidir o que devemos ou não praticar. Precisamos submeter-nos à Palavra de Deus de fora para dentro, para que sejamos transformados pelo Espírito Santo de dentro para fora. (Jeremias 17:9-10; Provérbios 28:26; João 17:17; Hebreus 4:12; Tiago 1:21-22)


O Senhor, por meio do Seu Espírito, nos preparou um livro; a Bíblia Sagrada, que, pela Fé, a recebemos como infalível e inerrante Palavra de Deus, para guiar todas as áreas da nossa vida. Portanto, não importa o que eu penso ou acho, e sim o que a Bíblia diz. (Deuteronômio 4:2; Provérbios 30:5-6)


A SABEDORIA SEGUNDO O MUNDO

O homem natural, por mais inteligente que seja, não é capaz de reconhecer-se como pecador. Sente-se bom por não ser contado entre bandidos e assassinos, pois não compreende que os nossos pensamentos, desejos e atitudes, estão todos diante de um Deus eterno, Santo e Justo. Muitas vezes, também se esquece da morte, despreza a eternidade e se apega excessivamente a esta vida. (Lucas 12:16-21; Efésios 4:18-19)


Há os que buscam ser justos pelos próprios méritos, mas isso não pode dar vida ao espírito. Há também os que baseiam suas crenças nas explicações científicas, e por isso não conseguem crer que existe um Deus que se encarnou, ressuscitou e voltará para julgar os vivos e os mortos. Mesmo que considerem Jesus como o homem mais importante que já existiu, e até mesmo digam que Ele é Filho de Deus, para ambos, o Evangelho de Jesus não faz o menor sentido. Se o pecado não os afetou tanto assim, se são justos e capazes de fazer o bem, por que precisariam de um salvador? (Mateus 15:7-9; João 3:19-20; Romanos 3; Hebreus 3:13)


A SABEDORIA SEGUNDO A BÍBLIA

Independentemente do nível de escolaridade e da posição social, é necessário tornar-se louco para os sábios segundo o mundo, para ser sábio segundo a Bíblia. Isso só é possível por meio da Fé, que não vem de nós mesmos, mas é um dom de Deus. (I Coríntios 1:22-24, 2:14, 3:18–19; Romanos 11:33; Efésios 2:8-9)


Que os nossos sentimentos estejam em conformidade com a sabedoria segundo a Bíblia, como o salmista assim desejou: “Senhor, quem conhece o poder da tua ira? Pois o teu furor é tão grande como o temor que te é devido. Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria” (Salmos 90:11-12), ou seja, “nos ajude a entender o quão breve é a nossa vida, para que possamos viver para a Tua glória”.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

“Filho meu, por estas (as Escrituras), seja admoestado: para a produção de livros não há limite, e o muito estudar traz exaustão à carne. Esta é a conclusão de toda a questão: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer toda a obra a juízo, com cada coisa secreta, quer seja boa, quer seja má”. (Eclesiastes 12:10-14)


Esse texto apresenta um contraste entre a sabedoria segundo o mundo, e a sabedoria segundo a Bíblia. Todos os nossos pensamentos ocultos, bem como os desejos e intenções do nosso coração, estão diante do Deus Todo-Poderoso, de quem nada podemos esconder. Se no dia do Juízo, Ele olhar para nós e não encontrar Cristo em nós, certamente seremos condenados, mas, se terminarmos os nossos dias com Ele, seremos salvos para sempre. (Salmos 139; Mateus 25:1-13; João 14:15; Efésios 4:17-32)


Leia na sua Bíblia as referências contidas nos tópicos desta aula, procurando compreender os contextos, em humildade e orações.



Louvado seja Deus por Jesus Cristo nosso Senhor, para todo o sempre. Amém!


Aula publicada em maio de 2023.

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